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4 de set. de 2019
10 de abr. de 2019
Tim Sibles - First kiss
Tim Seibles - First Kiss
(muito, muito lindo...)
Her mouth
fell into my mouth
like a summer snow, like a
5th season, like a fresh Eden,
like Eden when Eve made God
whimper with the liquid
tilt of her hips—
her kiss hurt like that—
I mean, it was as if she’d mixed
the sweat of an angel
with the taste of a tangerine,
I swear. My mouth
had been a helmet forever
greased with secrets, my mouth
a dead-end street a little bit
lit by teeth—my heart, a clam
slammed shut at the bottom of a dark,
but her mouth pulled up
like a baby-blue Cadillac
packed with canaries driven
by a toucan—I swear
those lips said bright
wings when we kissed, wild
and precise—as if she were
teaching a seahorse to speak—
her mouth so careful, chumming
the first vowel from my throat
until my brain was a piano
banged loud, hammered like that—
it was like, I swear her tongue
was Saturn’s 7th moon—
hot like that, hot
and cold and circling,
circling, turning me
into a glad planet—
sun on one side, night pouring
her slow hand over the other: one fire
flying the kite of another.
Her kiss, I swear—if the Great
Mother rushed open the moon
like a gift and you were there
to feel your shadow finally
unhooked from your wrist.
That’d be it, but even sweeter—
like a riot of peg-legged priests
on pogo-sticks, up and up,
this way and this, not
falling but on and on
like that, badly behaved
but holy—I swear! That
kiss: both lips utterly committed
to the world like a Peace Corps,
like a free store, forever and always
a new city—no locks, no walls, just
doors—like that, I swear,
like that.
(muito, muito lindo...)
Her mouth
fell into my mouth
like a summer snow, like a
5th season, like a fresh Eden,
like Eden when Eve made God
whimper with the liquid
tilt of her hips—
her kiss hurt like that—
I mean, it was as if she’d mixed
the sweat of an angel
with the taste of a tangerine,
I swear. My mouth
had been a helmet forever
greased with secrets, my mouth
a dead-end street a little bit
lit by teeth—my heart, a clam
slammed shut at the bottom of a dark,
but her mouth pulled up
like a baby-blue Cadillac
packed with canaries driven
by a toucan—I swear
those lips said bright
wings when we kissed, wild
and precise—as if she were
teaching a seahorse to speak—
her mouth so careful, chumming
the first vowel from my throat
until my brain was a piano
banged loud, hammered like that—
it was like, I swear her tongue
was Saturn’s 7th moon—
hot like that, hot
and cold and circling,
circling, turning me
into a glad planet—
sun on one side, night pouring
her slow hand over the other: one fire
flying the kite of another.
Her kiss, I swear—if the Great
Mother rushed open the moon
like a gift and you were there
to feel your shadow finally
unhooked from your wrist.
That’d be it, but even sweeter—
like a riot of peg-legged priests
on pogo-sticks, up and up,
this way and this, not
falling but on and on
like that, badly behaved
but holy—I swear! That
kiss: both lips utterly committed
to the world like a Peace Corps,
like a free store, forever and always
a new city—no locks, no walls, just
doors—like that, I swear,
like that.
19 de mar. de 2018
12 de out. de 2015
24 de abr. de 2015
2 de fev. de 2015
Amor romântico e amor genuíno | Jetsunma Tenzin Palmo
"Qualquer tipo de relacionamento no qual imaginamos que poderemos ser preenchidos pelo outro será certamente muito complicado"
31 de jan. de 2013
26 de nov. de 2012
23 de set. de 2012
26 de ago. de 2012
“LEMBRA-TE DE ESQUECER”
(Immanuel
Kant)
Meu caro, minha cara,
Nada
melhor do que a insônia matinal para nos obrigar a fazer alguma coisa
produtiva. Por isso, hoje eu escrevo.
Notei que este mês eu fiquei de
observadora de um embate entre minha cabeça e meu computador: era sobre o
Esquecimento. Geralmente, o seu verso é o mais comentado e querido (a
Lembrança), mas é natural que eu me ponha a falar sobre algo assim, pois o
Esquecimento é um elemento presente na minha trajetória.
Desde que eu era criança, eu sou
esquecida. Calma, meu caro e minha cara, eu não era abandonada nos cantos. Eu
era desmemoriada. Cabeça de vento. Brincava com as coisas e esquecia onde as
havia deixado quando terminava a brincadeira. Esquecia das coisas que minha mãe
falava para eu fazer. Esquecia dos dias das provas, esquecia onde colocava os
cadernos. Esquecia das coisas que me contavam. Esquecia.
Não sei até que ponto isso era o
normal de uma criança, mas sendo normal ou não, isso incomodava muito. Não só
aos outros, mas principalmente a mim. Era muito ruim ser considerada como uma
pessoa que não se lembrava porque não se
importava. Esse é um argumento comum nesses casos: a gente só se lembra do
que é importante para gente. Mas... E quando era importante e, mesmo assim,
esquecia?
Só sei que cresci com essa sombra
ao meu lado. E me agoniava muito saber que, a qualquer momento, algo poderia
ser deixado para trás. Ficava a me perguntar se eu era mesmo uma pessoa tão
alheia ao que era importante para o outro. Praticamente um autismo. Quando
percebia era porque alguém havia me chamado a atenção para determinada coisa ou
assunto. Muito difícil descobrir ou perceber algo por si própria.
À medida que fui crescendo e fui
saindo do ambiente familiar, eu vi o quanto isso era terrível. Chegava ao ponto
de esquecer de amizades que havia feito no ano anterior. Nomes e rostos eram
enigmas para mim - são até hoje. Terrível quando alguém chegava e dizia:
“Lembra de mim?”. Não. Não lembrava. A vida no colégio exigia um pouco de
esforço, não só para me lembrar das matérias, mas também para me lembrar do
dia-a-dia.
Para me defender, eu comecei a
criar rotinas. Padrões. Esquemas. Roteiros. Listas. A repetição se tornou o
receptáculo da memória. “A memória
diminui, se não for exercitada”, falava Marcus Cícero. Se eu me treinasse a
fazer determinadas coisas, numa determinada sequência, eu poderia deixar de ser
tão relapsa (relapsa: outra palavra
que me apelidavam). Começou a dar certo: as coisas pararam de sair correndo do
lugar com suas “perninhas” - incluindo as lembranças. Minha técnica não chega a
ser um Transtorno Obsessivo Compulsivo, mas estava quase lá!
E então,
surgiu uma nova pessoa, que busca controlar o que está ao seu redor para se
blindar da falta de memória... Essa nova condição exige um belo esforço. Tenho
que ter lembretes, imagens, cadernos, coisas além da rotina. É meio chato,
confesso, mas é melhor do que ser acusada de não se importar com os outros e
com as coisas dos outros...
Porém,
como tudo o que é em excesso é ruim, eu percebi que havia eu me aprisionado em
outra gaiola: a da Memória. Era refém dela. No afã de me lembrar de tudo, para
não deixar nada nem ninguém com o estigma de “abandonado”, eu passei a encarar cada
minuto do dia como um item a ser identificado, descrito, catalogado e guardado,
de maneira fácil para o rápido retorno à consciência. Não deu certo. Desejava
acumular Lembranças, mas com elas eu acumulei Culpas, Ressentimentos, Mentiras,
Equívocos. “Ah! Memória! Inimiga mortal
do meu repouso!”, dizia Dom Quixote.
Sendo assim, nova empreita se
abre: reaprender a esquecer. Na verdade, não era esquecer o que eu deveria
fazer, mas Selecionar. Utilizar a peneira do Discernimento para decidir o que
deixaria passar e o que deveria reter. E como reter. Onde reter. Quando
resgatar e em quais condições. O que esquecer, sem o fantasma da Culpa e do Desmerecimento.
Essa faxina mental cria espaço para o novo, libera a mente para o que
antes não existia, ajuda a compor a própria história e a entender que ela um
dia se dissipará, como tudo o que há nesta vida...
Como
você deve ter visto, meu caro e minha cara, o texto de hoje está cheio de
citações - incluindo o próprio título. Quem acompanha o blog sabe que ele é
composto pelos ensaios mensais, pelas músicas que viram minha trilha sonora e
pelos pensamentos de grandes homens e mulheres que inspiram ou resumem cada
dia. Eis uma das funções deste espaço: servir de memória, servir de resgate,
servir de reflexão, servir como espaço seguro para esquecer e se lembrar de
tudo o que vem a ser importante - e o que deixa de ser importante com o passar
do tempo. Gabriel Garcia Marques disse uma vez que “aquele que não tem memória arranja uma de papel”. Aqui é o meu papel.
(quão
maravilhoso é poder deixar algumas coisas para trás em segurança...)
Ribeirão Preto, 26 de agosto de 2012.
23 de ago. de 2012
15 de ago. de 2012
Maria Colasanti - A gente se acostuma (declamado por Antônio Abujamra)
"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma."
(1972)
14 de jul. de 2012
3 de jul. de 2012
22 de jun. de 2012
O Baterista na Orquestra!
Adoro misturar os estilos!
Um jeito muito divertido e bacana de colocar na prática duas coisas que adoro: música clássica e rock
11 de mai. de 2012
Jessier Quirino - Vou me embora para o passado
Recebi esse vídeo por email. Quem me mandou foi meu pai e achei divertidíssimo!
Com pegada saudosista, ao invés do poeta Jessier Quirino embarcar na fantasia de Manoel Bandeira e ir embora para Passárgada, pega o bonde para seu passado, como refúgio e antídoto para o presente sem graça.
"Vou me embora pro passado pra não viver sufocado
pra não viver poluído
pra não viver enjaulado"
Meu passado é diferente deste (relatado com sotaque tão molinho), mas é bom do mesmo jeitinho... Posto que é meu, e me transformou no que sou hoje!
Divirtam-se!
10 de mai. de 2012
Mickey Mouse - Abertura de Guilherme Tell
Voltando um pouco à infância, resolvi colocar este desenho do Michey (da época em que ele era bom e inspirador).
Este foi um dos desenhos que participaram da minha "educação" musical.
18 de abr. de 2012
23 de mar. de 2012
A Casa de Pequenos Cubinhos
Com grata surpresa eu pus meus olhos nessa animação.
Mergulho delicado sobre quem somos.
Construção do que esquecemos e lembramos.
Mais um cubinho para meu diário, que trato tão particular, tão publicamente.
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